Relato de parto
13/04/2017
EO Lissandra Martins Souza
Dra Carolina Amorim
Parto normal Maternidade Brasília
Tenho 38 anos, e não ter filhos era uma escolha possível, mas quando quis ela veio, tinha que ser e me encheu de susto e alegria! Gravidez tranquila d+, tive diabetes gestacional, certeza que por excesso de manga, que foi controlada com dieta, engordei 11kg. Ah tbm tive uma dor chata no calcanhar direito! E só. Ela sempre na melhor das posições, delícia de gestação!
Tive os perrengues pra achar um jeito de parir sem o fantasma da cesárea na boca de obstetra. Mas achei a Equipe Nascentia (amor eterno por toda equipe) e tive a honra de ser atentida pela ♡Lissandra e Carolina♡. Ah que sossego saber que seria respeitada!
Tbm tive ajuda via bodytalk, massagem indiana, hipnoparto, fisioterapia pélvica… escrevendo vou percebendo como investi em meu bem estar!

Quando completei as 39 semanas itensifiquei exercícios na bola e caminhada, pois devido a diabetes poderia haver algum tipo de indução. Na madrugada de 40+1 semanas tive muuuuita diarréia. Sabia que ela vinha! E as dores começaram perto de 6h. Avisei a enfermeira. Logo depois disso eu já estava desesperada de dor! As contrações eram uma bagunça, meu marido n conseguia acompanhar e Lissandra chegou. O plano de ficar o máximo em casa pra depois ir à maternidade me deixaram aflita pq eu era só dor. Nao tinha folga entre uma contração e outra! Fomos embora, no caminho marido diz que esqueceu minha bolsa! Eu queria matar e morrer! Mas resolvido pq eu tinha fotos de doc e carteirinha no celular. Lembrei disso! Hj sei que se estivesse menos consciente do mundo teria sofrido menos. Maternidade lotaaaada! Quinta feira santa, pensa o tanto de parto eletivo pra aproveitar feriado! Sem sala de parto! A chegada lá foi tão difícil q ainda é ruim lembrar, andar, deitar em maca, ser examinada (estava com 4cm de dilatação a mesma de quando saí de casa)! Dra Carolina chegou e fomos pra um apartamento com chuveiro. Ali foram os meus momentos de recolhimento e de sentir o parto, sentei na bola e tive movimentos repetitivos debaixo do chuveiro, onde apoiava no marido ou enfermeira durante a contração e na parede no intervalo (que pra mim quase n existia) isso deve ter durado umas 2h30 eu acho.
Foi quando vi que não aguentava mesmo e pedi analgesia. 9cm de dilatação me levam pro centro cirúrgico de cesárea mesmo, e sinto outra dor, culpa e fracasso por pedir analgesia, bem ruim o sentimento, perco aquela energia animalesca tão importante pro parto e fico só na dor. Nesse momento a Lissandra me abraça e diz algo sobre eu ser guerreira, não ter problema algum pedir alivio… e aceito!
Ahhhh obrigada!
Durmo um tempinho e depois começo a sentir as contrações de levinho, elas apagam as luzes, Lissandra coloca musiquinhas e vou pra banqueta, algumas vezes na maca na posição lateral. Lembro de comentar sobre a analgesia com sensação de fracasso, mas elas nem deram moral rssss. (Isso ainda as vezes é meio confuso p mim). Volto pra banqueta, papai sempre junto (foi essencial pra mim) e elas com sorrisos calmos, me ensinam a respirar e fazer força diferente e a dor na lombar aumenta, tenho mais consciência das contrações, e várias forças depois a Lis nasce toda tranquilinha! Cordão meio curto nem deu pra por direto no meu peito.
Pediatra examina, não teve colírio ou aspiração. Papai corta o cordão quando para de pulsar. Dra retira a placenta e me mostra explicando direitinho como ela é, momento lindo que Lissandra fez um video tão bacana que vivo revendo! Depois a Dra e EO comentam que minha pelve tem um formato diferente, e que por isso a nenen mudou de posição e talvez por isso eu sentisse mais dor nos intervalos. Eu seria alvo facinho de cesárea. Tive laceração com alguns pontos superficiais mas já estou ótima, senti apenas desconforto.
No pós parto fui pra sala de recuperação e dormi por lá pq não tinha Ap disponível. Mas estava tão bem que nem importei, ficava pensando, melhor as maezinhas de cesarianas terem mais conforto. As enfermeiras foram sempre muito carinhosas comigo. A comida é que achei bem fraca.
Agora estamos aqui aprendendo a vencer a maratona da amamentação com as peitola ardendo e até sangrando, por isso compensa demais ir ao banco de leite!
Hj a Lissandra fez visita aqui em casa e minha esfomeadinha ta ótima!
O sentimento mais forte no momento é alegria e gratidão imensa por ter conseguido. Li tantos relatos aqui, que me emociona tanto pensar q escrevi o meu! Um feliz relato! Obrigada a todas vcs!

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Por |2017-08-12T00:03:02+00:0011 de agosto de 2017|Relato de Parto|