O Livro de Horas de Evelyn Stanton: Para que nenhuma mulher queime outra vez
Uma parteira, uma guerra e um legado de resistência silenciosa. Apoie a publicação deste romance histórico sobre a luta pela autonomia do corpo feminino.
ROMANCE HISTÓRICO
11/4/20263 min read


Uma parteira, uma guerra e um legado de resistência silenciosa. Apoie a publicação deste romance histórico sobre a luta pela autonomia do corpo feminino.
"O medo do fogo sempre foi mais antigo do que a guerra." — Evelyn Stanton
Londres, 1928. Uma menina de doze anos vê a própria mãe morrer num parto que dava para ter salvado.
Londres, 1940. Sob a chuva de bombas da Blitz, essa mesma menina — agora parteira, sobrevivente, estrategista — trava, dentro do St. Thomas Hospital, uma guerra que nenhuma manchete menciona: a batalha pelo direito de uma mulher parir com dignidade.
O Livro de Horas de Evelyn Stanton é um romance de ficção histórica ambientado em Londres entre 1928 e 1973, com o coração da trama batendo forte durante a Segunda Guerra Mundial. Evelyn não é a heroína perfeita que os romances de época costumam entregar: é fria quando precisa, estratégica quando é preciso sobreviver, e carrega uma raiva que aprendeu a controlar cedo demais.
Ao lado de Dorothie, Helena, Carmem e da mentora Irmã Agnes, ela sustenta uma ala de parto clandestina — primeiro no porão do próprio St. Thomas, depois numa mansão na província inglesa — resistindo a um sistema que trata o corpo em trabalho de parto como número, não como pessoa. É nesse refúgio que nasce o Halo de Stanton, dispositivo criado por Evelyn para substituir o fórceps em partos de risco, feito em parte de seda de paraquedas militar — e escondido do próprio hospital que a empregava.
Entre a desconfiança e a atração inevitável pelo Dr. Matthias Adler, médico que primeiro é seu adversário, e o afeto mais leve do piloto da RAF Julian Ashford, Evelyn escreve, décadas depois, a carta mais difícil da sua vida — a história inteira, para a filha que nunca soube de tudo.
Aqui, a guerra existe no corpo antes de existir nas manchetes.


O Livro
Extensão: ~380 páginas (89 mil palavras)
Formato: 16 x 23 cm, papel Pólen Soft
Ilustrações: mais de 20 ilustrações originais ao longo da obra
Extra: Notas da Autora sobre o contexto histórico real da obstetrícia e da Segunda Guerra Mundial
Status: manuscrito completo e em revisão. Em seguida, seguirá para preparação do texto, diagramação e design de capa. A previsão para a impressão é em fevereiro e o lançamento para abril de 2027.
Onde o Livro Fica na Prateleira
Gênero: Ficção Histórica Para quem gosta de: O Rouxinol (Kristin Hannah), A Parteira de Auschwitz (Anna Stuart), O Código da Rosa e A Rede Alice (Kate Quinn)
Por Que Escrevi Esse Livro
Passei quase trinta anos da minha vida profissional lutando por uma ideia simples: que o corpo de uma mulher em trabalho de parto merece ser ouvido, não silenciado. Depois de acompanhar centenas de partos reais, lecionar em salas de aula e preparar famílias para o nascimento, percebi que a técnica e a academia não alcançam todos os corações — a ficção, sim.
Evelyn Stanton nasceu dessa necessidade. Cada escolha difícil que ela enfrenta carrega a memória das mãos que segurei ao longo de quase três décadas.
Este livro existe por causa de uma frase só: para que nenhuma mulher queime outra vez.
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